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Análise dos livros – As Brumas de Avalon

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Eis me de volta caros amigos

No meu ultimo post (sobre Guerra dos Tronos) citei esta série de livros que vale a pena ser mais do que citada, merece um review próprio, creio que muitos de vocês já tenham lido, mas mesmo assim falarei do livro, As Brumas de Avalon de Marion Z. Bradley, o livro é realmente um clássico, uma excelente obra, que acima de tudo trata de um tema dos mais importantes das mitologias medievais, as lendas Arturianas.

 

Acho que nenhuma espada é mais famosa que a Excalibur, nenhum cavaleiro é mais famoso que os da Távola e nenhum rei é mais famoso que Arthur, não digo que Merlin é o mais famoso dos magos pois temos o grande Gandalf e só não coloco Dumbleodore acima do Merlin por um único motivo, um dos títulos que o diretor de Hogwarts tem é da Ordem de Merlin (coisa que pode ser levemente ligado com as brumas, já que Merlin nesta trama é um posto e não uma pessoa). Definitivamente estas histórias são um marco na mítica de capa e espada.

 

Como eu citei no texto de Guerra dos Tronos, em As Brumas de Avalon temos uma forma interessante de desenvolvimento, onde a visão do Bretanha é dada sempre pelos olhos das mulheres, fato que inclusive faz alguns acusarem a série de ter um forte apelo feminista (eu particularmente acho besteira), acompanhamos de perto não só a visão como a opinião e os sentimentos de diversas mulheres que convivem diretamente com Arthur, como sua mãe Igraine, sua esposa Guinevere e principalmente a sua irmã Morgana.

 

Um dos motivos que gosto muito desta versão das lendas é a forma como é abordada a disputa política/religiosa entre a mitologia antiga dos bretões e o cristianismo.Este é basicamente o foco da historia, há diversos tipos de embates que ressaltam isto. O próprio Arthur é coroado rei duas vezes, Guinevere disputando o amor dos homens com a Morgana (Arthur, Lancelot e o povo) , Flâmulas, Bandeiras e símbolos diversos, o Graal e a própria ilha sagrada que para os cristãos é Glastonbury enquanto os iniciados nos segredos da religião da Deusa podem se dirigir ao mesmo lugar, mas chegar à ilha de Avalon.

 

O livro não tem uma leitura tão fácil e fluida, em certos momentos exige um pouco de insistência e a trama pode se arrastar um pouco, contudo é questão de costume, por que a história em si é bastante interessante e bem desenvolvida, há uma constante renovação dos personagens, sempre apresentando novas personas que ajudarão a desenvolver bem certos pontos da história e acabam por se fazer muito importantes .

 

Vamos as minhas considerações amigos

 

Pontos fracos: Para quem não está acostumado com este tipo de livro, quem tem por base lendas Arturianas como as Crônicas De Arthur do Bernard Cornwell, pode se frustrar, não há batalha alguma, o livro é todo pautado em desenvolvimentos piscológicos, há ainda menos ação do que Guerra dos Tronos, há praticamente um capitulo inteiro dedicado a reflexão e indefinição de Morgana a respeito de dar a luz ou abortar o Mordred.

 

Pontos Fortes: Desenvolvimento dos personagens, devido a essa trama psicológica os personagens são desenvolvidos com riqueza de detalhes, as ações, modo de falar, características físicas, visões de todos os personagens mesmo que apenas levemente importantes em passagens especificas de um único livro. A própria atitude e abordagem dos personagens enriquecem a história.

 

Bom amigos estou falando de uma série de 4 livros (A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore). O ponto fraco destacado pode ser superado depois de ler o primeiro, e caso tenha lido as Crônicas do Cornwell vale a leitura do Brumas também para conhecimento melhor de alguns personsagens, Eu sinceramente recomendo inclusive a leitura das Brumas ANTES das Crônicas, apesar de praticamente a história ser de outras linhas gerais de alguns personagens que se sustentam de um para  outro ficando mais divertido curtir ações de um personagem que você entende como pensa.

 

Bom amigos é isso, fico por aqui com meu review.

 

E já deixo aqui uma informação de que meu próximo review tem relação direta com RPG, se baseando no ultimo Tabernacast (RPG METAL). Aguardem.

 

Escrito por Rico_Correia que tem medo de entrar em qualquer tipo de Neblina.

Ricardo Correia

Análise do Livro – A Guerra dos Tronos

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Amigos, eis me de volta para comentar outro livro. Este, bastante mais famoso e no meio do Buzz da internet, o que se deve em grande parte pela série produzida pela HBO que teve sua primeira temporada chegando ao fim este mês, é claro que estou falando do primeiro livro de Crônicas de Fogo e Gelo de George R.R. Martin, A Guerra Dos Tronos

Pra começar gostaria de pegar emprestada definição da SF Reviews

“A guerra dos tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel

Meus caros é sinceramente impressionante o que estes caras com duplo R nos nomes dos meios conseguem fazer com papel e caneta. Este primeiro romance de 1995 traz personagens, lugares e situações sendo citadas e narradas com uma naturalidade sem precisar de muitas apresentações e descrições. A narração fluida e com diversos focos te faz ir compreendendo aos poucos as personalidades e motivações dos personagens.

Você começa o livro com um garotinho de 8 anos filho de um Lorde das Terras do norte, confesso chega a ser confuso. Por que estou vendo o mundo por este moleque? Se você for um leitor regular de Cornwell (como eu), vai esperar seguir e ver este garoto crescer e se tornar um guerreiro. E em poucas páginas algo acontece. Você já não se preocupa com estes detalhes, já tem o pequeno Brandon como um amigo, uma criança sensacional e logo em seguida no próximo capitulo, seu amigo não está mais lá, você está acompanhando uma garota de 13 anos morando no exílio. E isto acontece o tempo todo e a vida nos sete reinos é vista por uma menina de 7 anos com espírito de guerreira, por outra de 12 que se comporta como uma clássica princesa, uma senhora nascida e criado no calor do sul e casada com um senhor do Norte, seu marido melhor amigo do Rei nos tempos em que ele ainda batalhava pelo trono, pelo filho bastardo deste Senhor ou por um anão (anão mesmo, não anão do tipo que molda metais e e grita que ainda está vivo em Mória) descendente de uma das famílias mais ricas dos Sete Reinos.

Não há foco, não há predileções todos os personagens podem repentinamente se mostrarem importantes pra trama, com muito foco nas intrigas e responsabilidades políticas do reino as ações acabam sendo levadas para um rumo bem pouco convencional. Para não dizer que é completamente diferente de tudo que já li, da pra citar As Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley, que tem também esse perfil de focar em diversos personagens e uma atenção muito maior na estrutura política do reino do que em batalhas, o que acaba deixando os personagens bastante aprofundados e com um pano de fundo muito rico.

 

Vamos às considerações então:

Pontos negativos: Há tantos personagens, que chega a ser confuso, cada um tem nome, nome de família e alguns ainda carregam apelidos. Em certos momentos fica muito difícil de saber de quem estão falando. Há um apêndice no final do livro sobre as principais famílias, mas que fica longe de ser o ideal para compreensão de certo pontos. Em minha opinião um glossário no começo do livro, explicando os personagens cairia muito bem. No blog do @NerdPai ele postou um mapa, que da pra ter uma idéia disto, cada um dos escudos representa um clã, família ou ordem diferente existente nos Sete Reinos.

Pontos positivos: O desenvolvimento dos personagens, com características próprias, diferentes focos e motivações, torna a história tão rica a ponto de que cada um dos lugares em si cria uma personalidade. É possível sentir diferença entre o modo que as coisas ocorrem na Muralha de Gelo, em Winterfell, no Ninho da Águia ou em Porto Real. Não só pelo jeito dos personagens (que você acaba conhecendo, ao ponto de saber quais atitudes eles tomariam ou não em determinadas situações), mas também pelo modo como os locais modificam suas visões do mundo e os fazem amadurecer e adaptar suas crenças para sobreviver em locais diferentes.

 

Por fim amigos, se no Herdeiro Guerreiro eu disse que ele merecia um lugar na minha estante ali do ladinho um pouco abaixo de Harry Potter, tenha certeza que As Crônicas de Gelo e Fogo estão sendo alocadas na minha estante, entre Meu Senhor dos Anéis e o Hobbit e meus livros do Cornwell. E digo a vocês meus amigos a série em si é muito boa, completamente fiel a série (HBO, nunca me desapontou com as séries deles). Vale muito à pena assistir, contudo, para entender melhor alguns personagens, plots e fatos, leiam também o livro, que é realmente umas das mais fantásticas obras de fantasia que eu já li.

 

Por Rico Correia que está precisando muito de um Lobo Gigante Albino

Ricardo Correia

Análise do Livro – O Herdeiro Guerreiro

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Pois bem meus caros,

 

Muito prazer sou Ricardo Correia (No Twitter como @RicoCorreiaUP) novo bardo da Taberna do Smok. Venho aqui, meio que em teste, apresentar uma possível nova coluna pra vocês, espero que gostem e que de certo. Vou buscar falar de algo aqui, que eu acho que é do interesse de grande parte dos clientes desta taberna. Vou falar sobre livros, periodicamente sempre que terminar um livro eu apresentarei a vocês minhas humildes opiniões a respeito dele, dar uma pequena resenha, sem muitos Spoillers, apenas dizer o que achei bom no livro e o que ficou fraco.

Respeitando o clima da Taberna e por sugestão do Smok, vou iniciar com um romance de capa espada. Escolhi o de uma Norte Americana de nome Cinda Williams Chima, chamado O Herdeiro Guerreiro. Para falar a verdade, o livro em si nem se enquadra no clássico de capa e espada, já que a história é contemporânea, contudo tem uma abordagem interessantíssima deste universo e a autora cria diversos artifícios, tanto para a existência quanto para a origem de seres dotados de poderes, que na série são denominados Weirs.

 

Editora: Farol, 1ª Edição – 2008, 571 Páginas

 

Cinco primos escalam uma montanha chamada Ravina do Corvo, que segundo uma lenda, tem diverso tesouros no topo dela, e lá realmente encontram uma montanha com tesouros e pedras preciosas de inimaginável valor. Mas os tesouros tinham um guardião à altura, um enorme e terrível dragão dormia sobre ele. Ainda hipnotizados pela grandiosidade dos espólios eles ignoraram a presença da besta e decidiram, mesmo assim as roubar pedras. Quando cada um havia pegado uma, o dragão despertou e em um acesso de desespero eles tentaram esconder o roubo engolindo as pedras. A fera ao invés de matá-los resolve que todos eles devem ser seus escravos.

Com o passar de algum tempo, eles descobrem que as pedras têm poderes especiais e elas haviam se alojado atrás de seus corações, com conhecimento de seus poderes, eles se organizam e estipulam um modo de se livrar do dragão, O adivinho previu que a fera, precisava continuar viva para não perderem seus poderes, o feiticeiro fez uma poção que mergulharia o dragão em um sono eterno, o encantador através de sua magia distraiu o dragão, o guerreiro se encarregou de aplicar a poção enquanto o Mago os uniu através de um contrato mágico, porem sem que os outros soubessem, este mesmo contrato colocava a classe dos magos numa casta acima das outras e submetia todos a mercê do mago.

 

Esta historia é contada no livro como a origem dos poderes das cinco ordens presentes: Guerreiros, Feiticeiros, Magos, Adivinhos e Encantadores. A autora entrega ao livro grandes doses de criatividade em diversos aspectos, a origem e extensão dos poderes de cada ordem são bastante diferentes do que se vê normalmente, feiticeiros e magos, que em universos como o de D&D se diferenciam apenas por fazerem uso de um livro de Grimório ou não, no caso da trilogia dos Herdeiros, os feiticeiros tem habilidades de criar e manipular materiais criando todos os tipos de itens mágicos, desde Jóias que concedam ou ampliem os poderes dos Weirs até armas mágicas.

Num todo, a obra é bastante criativa e bem construída, a autora apesar de não ter grandes habilidades para narrar e descrever as batalhas deixando a descrição dos movimentos bastante superficiais, consegue descrever todo o resto como movimentação dos personagens, detalhamento do ambiente e a descrição dos detalhes de roupas e itens com muita riqueza de detalhes.

 

Jack segurou com cuidado o punho da espada e a desembainhou, notando que o punho cabia em sua mão sem escorregar. A espada criou uma luz própria ao emergir, uma chama prateada que correu ao longo da lâmina. Tinha dois gumes, e o metal parecia ondulado de um jeito que indicava que havia sido dobrado e redobrado em reforço.

Como Jack sabia disso, ele mesmo não saberia dizer. Após um século enterrada, não tinha nenhum traço de ferrugem. Parecia pronta para ser usada. Will e Fitch, atraídos pela luz, olharam por cima do ombro de Jack.

Destacaria como pontos negativos do livro. Primeiro a previsibilidade, Ironicamente ao mesmo tempo em que a autora consegue nos surpreender com alguns plots, outros (alguns até bem importantes) ficam fáceis de ser previstos, tornando o momento de revelação em si, algo meio que já esperado. E o segundo ponto negativo fica por conto da confusão que há no inicio. Para segurar alguns fatos da história, as informações são passadas aos poucos, mas neste caso, a primeira parte do livro fica bastante confusa, vários personagens são introduzidos sem que se consiga compreender quem realmente são ou qual sua real função dúvidas que são retiradas só nos últimos capítulos da história.

 

Em contrapartida vejo como pontos positivos da história, a originalidade da relação entre as ordens Weirs. Ela mostra uma abordagem muito rica em na interação política, tanto entre as castas dos dotados quanto da visão e relação com os Anaweirs (não dotados), a autora demonstra uma abordagem diferente do “por que nós, não saberíamos da existência dos dotados?” além de usar a óbvia saída de “eles usam magia, para se esconder”. Outro ponto fantástico da história é a contextualização histórica da série e a coragem da autora em usar um dos acontecimentos mais importantes da história Inglesa que é a Guerra da Rosas como pano de fundo da história.

 

 

Bom meus caros, não classificaria o livro como genial e isso quer dizer apenas que ele não divide prateleira com meu Watchmen, Guia do Mochileiro das Galáxias, meus livros do Cornwell ou os do Tolkien, mas é ainda assim uma excelente e bastante divertida leitura, que pode se encaixar prateleira de baixo um pouco depois de Harry Potter, vale muito a pena a leitura, recomendo.

 

Espero que tenham gostado da coluna, deixem criticas a respeito tanto da coluna quanto do livro nos comentários, espero voltar mais vezes.

Você também pode comprar o livro pelo link abaixo!

O Herdeiro Guerreiro

 

Texto por Ricardo Correia – Devorador de livros!

 

nao entre em panico copy

25 de Maio, dia da Toalha

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Genial, para simbolizar e lembrar o dia da morte de Douglas Adams, autor da série de livros, “O Guia do Mochileiro das Galáxias“, nada melhor do que pegar o elemento principal, e segundo o próprio guia, indispensavel para sua sobrevivência, e transformado na melhor forma de homenagear esse que foi um dos maiores autores dos últimos tempos, por tanto dia 25 de maio, em memória do grande Douglas Adams, hoje, 25 de maio, é o dia da toalha!

(musiquinha de abertura do filme XD)

Para você que nunca leu nenhum livro da série, recomendo que pare todo e qualquer livro que esteja lendo agora, e de uma chance ao Guia do Mochileiro das Galáxias, como eu já citei, foi escrito por Douglas Adams, e segue uma premissa Sci-fi comedia, mas não é o tipo de comedia comum que você costuma encontrar em qualquer lugar, o Guia é um livro antes de mais nada sobre reflexão, reflexão sobre a humanidade, sobre a vida o universo e tudo mais! XD

Como bem citado em um trecho do livro em que o narrador não entende porque a raça humana só achava que poderia ser feliz se possuísse uns certos “papeizinhos verdes” e que mesmo quando tinham os tais “papeizinhos verdes” ainda assim, nunca estavam felizes.

Isso é apenas uma citação do que você pode encontrar lendo O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams ainda teve peito para em seu livro citar, brincar e criticar diversos meios de vida, nações, religiões, políticos e etc.

A tal toalha que representa o dia de hoje, é nada mais que um símbolo, um ícone de que a importância esta nas pequenas e simples coisas da vida. Como uma simples toalha pode te ajudar sobreviver e a percorrer os quatro cantos do universo, viajar no tempo e sobreviver no período paleolítico e até mesmo acompanhar o fim do universo, é claro sentado a mesa de um restaurante tomando uma deliciosa “Dinamite Pangalatica”!

Personagens cativantes, Douglas Adams escreveu personagens com peculiaridades únicas e que brincam com estereótipos humanos.

Arthur Dent, o típico inglês sossegado que só quer tomar o seu chá na paz de seu lar, e que é introduzido contra sua vontade a uma aventura pelo seu amigo Ford Prefect, o qual ele descobre que não é humano, mas sim um alienígena vindo de um pequeno planeta na galáxia de Betelgeuse de onde também vem Zaphod Beeblebrox o presidente da galáxia, maluco, arrogante, narcisista e apaixonado por Trillian, o toque feminino da trama, independente e sempre com uma palavra que pode resolver tudo.

Este é o universo de o Guia do Mochileiro das Galáxias.

Historia contada em 5 livros de rápida leitura e de preço acessível, fácil de encontrar em qualquer livraria.

Leitura obrigatória para quem gosta de sci-fi, um bom humor inglês, e um robô depressivo!

É isso a e!

E FELIZ DIA DA TOALHA!

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