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Os homens que não amavam as mulheres
1Dia 27 estreia no Brasil o filme com Daniel Craig “ Os Homens que não amavam as mulheres”, dirigido por David Fincher e com Rooney Mara como coadjuvante.
Enquanto aguardamos a estreia, podemos aproveitar e assistir a versão sueca lançada em 2009 com os atores Michael Nyqvist e Noomi Rapace, nos papéis de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander, respectivamente, personagens principais da trama. As críticas provenientes dos EUA onde já houve a estreia são favoráveis ao filme e elogiam muito a transformação de Rooney Mara em Lisbeth Salander.
O filme é baseado no primeiro livro da Saga Millenium de Stieg Larsson, “Os homens que não amavam as mulheres”, com título muito mais direto no original sueco “Homens que odiavam as mulheres”, fazendo jus à trama baseada em assassinos que abusavam de mulheres. O título em Inglês (A garota com tatuagem de dragão) é mais bonito e atraente, que não deixa de ser relevante uma vez que a garota em questão, Lisbeth Salander é a personagem mais interessante do livro e heroína de Larsson.
Mikael Blomkvist é o personagem central, um jornalista passando por um momento complicado, com a reputação prejudicada por um processo de calúnia e difamação aberto pelo corrupto Hans-Erik Wennerstrom, sobre quem Mikael escreveu um artigo incriminador, mas sem conseguir provar os fatos.
Enquanto isso, Mikael recebe uma proposta de Henrik Vanger, patriarca de uma família tradicional e milionária, para investigar o desaparecimento de Harriet Vanger, ocorrido décadas atrás, sem nunca terem encontrado o corpo ou descoberto qualquer notícia que esclarecesse o paradeiro da menina.
Mikael envolve-se com a família e conhece diferentes membros, alguns agradáveis e outros problemáticos e nem um pouco satisfeitos com suas investigações, que para todos os efeitos é somente para escrever sobre a história da família.
No livro assim como no filme, os personagens são em sua maioria muito caricatos e um pouco exagerados, com vilões beirando o estilo de quadrinhos.
Apesar de mostrar assassinos com problemas patológicos que os levam a cometer crimes contra as mulheres, também mostra que muitas vezes os abusos ocorrem dentro de casa, por pessoas próximas ou em situações do cotidiano.
A heroína, também exageradamente caricata é uma super-hacker com memória fotográfica, sem o mínimo de trato social. Depois de muitas passagens por hospitais psiquiátricos e lares adotivos, Lisbeth não confia em ninguém, suspeitando especialmente das autoridades e não consegue formar um relacionamento.
Uma das melhores cenas do livro e da versão sueca do filme é a vingança de Lisbeth contra seu tutor. Devido a um dos seus atos de violência e passagem pela polícia, Lisbeth não pode ter acesso ao seu próprio dinheiro e fica dependente de seu tutor para qualquer coisa. Mais um personagem abusivo que se aproveita de Lisbeth e tem o que merece mais tarde. Talvez esse seja um dos apelos da personagem. Uma mulher inteligente que sabe cuidar de si mesma e que dá o troco.
Lisbeth não sorri, mas sabe brigar, usar disfarces, hackear sistemas, encontrar informações e tem coragem para enfrentar qualquer situação. Torna-se o braço direito de Mikael e sua ajuda é fundamental para a investigação.
A saga possui mais dois livros: “A Menina que brincava com fogo”, em que a personagem de Lisbeth é mais explorada e a “A Rainha do Castelo de Ar”, todos com versões suecas em filmes.
Para quem gosta de ler, este suspense criminal é uma ótima recomendação. Depois de ler o primeiro, é inevitável continuar a saga até o fim.
Se não gosta de ler mas curte um suspense investigativo, a versão sueca do primeiro livro em filme, dirigida por Niels Arden Opley, é realmente bem adaptada e os personagens interpretados com fidelidade ao livro.
Estou aguardando a versão americana para conferir se Rooney consegue interpretar a Lisbeth que Noomi transportou para as telas tão bem.
Trailer versão sueca:
Trailer da versão americana:
Análise do Livro – O Inimigo do Mundo
0Peço perdão amigos, há tempos iniciei um texto para falar desta que foi uma obra que eu adorei ter lido. Gostei tanto que me despertou a vontade de ler mais sobre historias baseadas em mundos de RPG e Graças a isto vim a conhecer as Crônicas de Dragon Lance, outro livro ótimo, mas falarei sobre elas no futuro.
Aos freqüentadores da taberna que conhecem o mundo criado por Marcelo Cassaro. Seja pelo RPG, Pelas HQs ou a Animação de Holy Avenger, já está um pouco familiarizada com o universo do livro. Um típico mundo de RPG com tudo que é preciso ter nele: diversos deuses (20 deuses maiores pra ser preciso o meu favorito é Nimb), tabernas espalhadas por todas as cidades, Guerreiros, Paladinos, Clérigos, Magos e evidentemente aventuras e mistérios a cada esquina.
O livro se concentra num grupo de aventureiros com uma formação que seria bastante peculiar se não fosse tão clássica: Dois guerreiros, um espadachim e uma arqueira que formam um interessante par romântico no livro; um mago covarde e ex membro de um circo; um clérigo minotauro devoto do deus da força; uma clériga da deusa da vida, que não pode empunhar armas nem mesmo para se defender; um paladino imortal do deus fênix; um ladino furtivo de pouca utilidade em batalhas, mas com grandes habilidades diplomáticas, uma barbara de temperamento explosivo e um samurai orgulhoso e recém chegado ao grupo por um objetivo comum a caça de um fugitivo.
Os nove heróis estão à caça de um assassino unicamente conhecido como “Albino”, a caçada se estende por diversos reinos do mundo de Arton, fazendo monstros e lugares geralmente descritos por mestres de RPG tomar vida e serem reconhecidos nas páginas do livro. Animais mágicos, monstros como o Beholder (Observador do desenho a Caverna do Dragão), personagens e intrigas entre os deuses, ganham foco nas páginas do romance e tem sua descrição acrescentando em muito aos rpgistas e fãs das aventuras de Lisandra, Sandro e Niele.
Mas vamos ao que interessa (ou não) minhas considerações da Obra:
Pontos Positivos: A história consegue perfeitamente acompanhar e desenvolver cada um dos personagens, evidentemente alguns com um pouco mais de profundidade, porém nenhum deles fica raso ou sem relevância, tem se a impressão que estamos acompanhando uma aventura de RPG, onde cada pessoa interpreta e da profundidade ao seu personagem, e assim decisões erradas, falhas e acertos críticos, estratégias de combates (combates inclusive muito bem descritos) e tomadas de decisões acontecem de formas muitas vezes inesperadas e muito próximas do que aconteceria em uma mesa de RPG.
Pontos Negativos: O livro se desenrola bem e com citações muito ricas e bem elaboradas, para quem esta familiarizado com o universo fantástico de RPG, para quem conhece as funções de um clérigo, sabe as limitações de um Minotauro e entende o código de conduta e honra de um paladino, dentre outras coisas. A história se desenvolve bem e de forma empolgante, contudo quem não está familiarizado pode deixar referencias passar e não compreender o porquê de algumas ações serem tomadas.
Enfim amigos, eu evidentemente recomendo a leitura deste livro, da galera aqui da Taberna eu sei que o Rodrigo e o Rafa Ross também leram o livro e comentaram dele comigo (mesmo sem saber que já planejava escrever sobre ele). A leitura é ótima, fluida e recheada de ação (com movimentações muito bem descritas). Aos que se assustaram com os pontos negativos citados, recomendo que leiam mesmo assim, quem sabe o seu gosto por este universo não é despertado.
Por Ricardo Correia, que quer uma espada de fogo para chamar de Inferno.
Livraria Limítrofe: aqui não existe real ou imaginado
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Imagine um lugar onde você possa criar seus ambientes preferidos de livros ou quadrinhos; viver as aventuras e perigos já enfrentados pelos seus protagonistas; fugir de perigosos vilões ou monstros da literatura
fantástica e de terror. Se sua mente permite essa ambientação, seja bem vindo à Livraria Limítrofe.
A especial livraria, que dá nome à obra de Alfer Medeiros , é um ambiente fantástico, no qual o limite é a imaginação do frequentador. Espere referências de títulos tradicionais,

infanto-juvenil, fantástico e terror.Quanto mais rica sua leitura pregressa, mais prazerosa será sua visita à biblioteca. Na verdade, biblioteca não é a melhor descrição do local, mas a verdadeira definição tem de ser vivida pelo leitor, e não entregue aqui, nesse humilde texto.
Livraria Limítrofe é um lançamento especial da Editora Estronho, que entrega um livro sem capa, com costura das páginas à vista, com manusear diferenciado, mas perfeito para a ambientação do leitor à escrita de . Não é uma história corrida, com começo, meio e fim, mas sim uma série de pequenos contos que formam o pano de fundo para a situação vivida pelo protagonista, ou melhor, por você, leitor.
Experiência rica e única, a Livraria Limítrofe merece sua visita.
Por @brunnoelias que ficou apaixonado pela Livraria Limítrofe!
Análise dos livros – As Brumas de Avalon
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Eis me de volta caros amigos
No meu ultimo post (sobre Guerra dos Tronos) citei esta série de livros que vale a pena ser mais do que citada, merece um review próprio, creio que muitos de vocês já tenham lido, mas mesmo assim falarei do livro, As Brumas de Avalon de Marion Z. Bradley, o livro é realmente um clássico, uma excelente obra, que acima de tudo trata de um tema dos mais importantes das mitologias medievais, as lendas Arturianas.
Acho que nenhuma espada é mais famosa que a Excalibur, nenhum cavaleiro é mais famoso que os da Távola e nenhum rei é mais famoso que Arthur, não digo que Merlin é o mais famoso dos magos pois temos o grande Gandalf e só não coloco Dumbleodore acima do Merlin por um único motivo, um dos títulos que o diretor de Hogwarts tem é da Ordem de Merlin (coisa que pode ser levemente ligado com as brumas, já que Merlin nesta trama é um posto e não uma pessoa). Definitivamente estas histórias são um marco na mítica de capa e espada.
Como eu citei no texto de Guerra dos Tronos, em As Brumas de Avalon temos uma forma interessante de desenvolvimento, onde a visão do Bretanha é dada sempre pelos olhos das mulheres, fato que inclusive faz alguns acusarem a série de ter um forte apelo feminista (eu particularmente acho besteira), acompanhamos de perto não só a visão como a opinião e os sentimentos de diversas mulheres que convivem diretamente com Arthur, como sua mãe Igraine, sua esposa Guinevere e principalmente a sua irmã Morgana.
Um dos motivos que gosto muito desta versão das lendas é a forma como é abordada a disputa política/religiosa entre a mitologia antiga dos bretões e o cristianismo.Este é basicamente o foco da historia, há diversos tipos de embates que ressaltam isto. O próprio Arthur é coroado rei duas vezes, Guinevere disputando o amor dos homens com a Morgana (Arthur, Lancelot e o povo) , Flâmulas, Bandeiras e símbolos diversos, o Graal e a própria ilha sagrada que para os cristãos é Glastonbury enquanto os iniciados nos segredos da religião da Deusa podem se dirigir ao mesmo lugar, mas chegar à ilha de Avalon.
O livro não tem uma leitura tão fácil e fluida, em certos momentos exige um pouco de insistência e a trama pode se arrastar um pouco, contudo é questão de costume, por que a história em si é bastante interessante e bem desenvolvida, há uma constante renovação dos personagens, sempre apresentando novas personas que ajudarão a desenvolver bem certos pontos da história e acabam por se fazer muito importantes .
Vamos as minhas considerações amigos
Pontos fracos: Para quem não está acostumado com este tipo de livro, quem tem por base lendas Arturianas como as Crônicas De Arthur do Bernard Cornwell, pode se frustrar, não há batalha alguma, o livro é todo pautado em desenvolvimentos piscológicos, há ainda menos ação do que Guerra dos Tronos, há praticamente um capitulo inteiro dedicado a reflexão e indefinição de Morgana a respeito de dar a luz ou abortar o Mordred.
Pontos Fortes: Desenvolvimento dos personagens, devido a essa trama psicológica os personagens são desenvolvidos com riqueza de detalhes, as ações, modo de falar, características físicas, visões de todos os personagens mesmo que apenas levemente importantes em passagens especificas de um único livro. A própria atitude e abordagem dos personagens enriquecem a história.
Bom amigos estou falando de uma série de 4 livros (A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore). O ponto fraco destacado pode ser superado
depois de ler o primeiro, e caso tenha lido as Crônicas do Cornwell vale a leitura do Brumas também para conhecimento melhor de alguns personsagens, Eu sinceramente recomendo inclusive a leitura das Brumas ANTES das Crônicas, apesar de praticamente a história ser de outras linhas gerais de alguns personagens que se sustentam de um para outro ficando mais divertido curtir ações de um personagem que você entende como pensa.
Bom amigos é isso, fico por aqui com meu review.
E já deixo aqui uma informação de que meu próximo review tem relação direta com RPG, se baseando no ultimo Tabernacast (RPG METAL). Aguardem.
Escrito por Rico_Correia que tem medo de entrar em qualquer tipo de Neblina.
Análise do Livro – A Guerra dos Tronos
3Amigos, eis me de volta para comentar outro livro. Este, bastante mais famoso e no meio do Buzz da internet, o que se deve em grande parte pela série produzida pela HBO que teve sua primeira temporada chegando ao fim este mês, é claro que estou falando do primeiro livro de Crônicas de Fogo e Gelo de George R.R. Martin, A Guerra Dos Tronos
Pra começar gostaria de pegar emprestada definição da SF Reviews
“A guerra dos tronos é a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o anel”
Meus caros é sinceramente impressionante o que estes caras com duplo R nos nomes dos meios conseguem fazer com papel e caneta. Este primeiro romance de 1995 traz personagens, lugares e situações sendo citadas e narradas com uma naturalidade sem precisar de muitas apresentações e descrições. A narração fluida e com diversos focos te faz ir compreendendo aos poucos as personalidades e motivações dos personagens.
Você começa o livro com um garotinho de 8 anos filho de um Lorde das Terras do norte, confesso chega a ser confuso. Por que estou vendo o mundo por este moleque? Se você for um leitor regular de Cornwell (como eu), vai esperar seguir e ver este garoto crescer e se tornar um guerreiro. E em poucas páginas algo acontece. Você já não se preocupa com estes detalhes, já tem o pequeno Brandon como um amigo, uma criança sensacional e logo em seguida no próximo capitulo, seu amigo não está mais lá, você está acompanhando uma garota de 13 anos morando no exílio. E isto acontece o tempo todo e a vida nos sete reinos é vista por uma menina de 7 anos com espírito de guerreira, por outra de 12 que se comporta como uma clássica princesa, uma senhora nascida e criado no calor do sul e casada com um senhor do Norte, seu marido melhor amigo do Rei nos tempos em que ele ainda batalhava pelo trono, pelo filho bastardo deste Senhor ou por um anão (anão mesmo, não anão do tipo que molda metais e e grita que ainda está vivo em Mória) descendente de uma das famílias mais ricas dos Sete Reinos.
Não há foco, não há predileções todos os personagens podem repentinamente se mostrarem importantes pra trama, com muito foco nas intrigas e responsabilidades políticas do reino as ações acabam sendo levadas para um rumo bem pouco convencional. Para não dizer que é completamente diferente de tudo que já li, da pra citar As Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley, que tem também esse perfil de focar em diversos personagens e uma atenção muito maior na estrutura política do reino do que em batalhas, o que acaba deixando os personagens bastante aprofundados e com um pano de fundo muito rico.
Vamos às considerações então:
Pontos negativos: Há tantos personagens, que chega a ser confuso, cada um tem nome, nome de família e alguns ainda carregam apelidos. Em certos momentos fica muito difícil de saber de quem estão falando. Há um apêndice no final do livro sobre as principais famílias, mas que fica longe de ser o ideal para compreensão de certo pontos. Em minha opinião um glossário no começo do livro, explicando os personagens cairia muito bem. No blog do @NerdPai ele postou um mapa, que da pra ter uma idéia disto, cada um dos escudos representa um clã, família ou ordem diferente existente nos Sete Reinos.
Pontos positivos: O desenvolvimento dos personagens, com características próprias, diferentes focos e motivações, torna a história tão rica a ponto de que cada um dos lugares em si cria uma personalidade. É possível sentir diferença entre o modo que as coisas ocorrem na Muralha de Gelo, em Winterfell, no Ninho da Águia ou em Porto Real. Não só pelo jeito dos personagens (que você acaba conhecendo, ao ponto de saber quais atitudes eles tomariam ou não em determinadas situações), mas também pelo modo como os locais modificam suas visões do mundo e os fazem amadurecer e adaptar suas crenças para sobreviver em locais diferentes.
Por fim amigos, se no Herdeiro Guerreiro eu disse que ele merecia um lugar na minha estante ali do ladinho um pouco abaixo de Harry Potter, tenha certeza que As Crônicas de Gelo e Fogo estão sendo alocadas na minha estante, entre Meu Senhor dos Anéis e o Hobbit e meus livros do Cornwell. E digo a vocês meus amigos a série em si é muito boa, completamente fiel a série (HBO, nunca me desapontou com as séries deles). Vale muito à pena assistir, contudo, para entender melhor alguns personagens, plots e fatos, leiam também o livro, que é realmente umas das mais fantásticas obras de fantasia que eu já li.
Por Rico Correia que está precisando muito de um Lobo Gigante Albino



























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