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Filme: Quanto mais idiota melhor (Wayne’s World)

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Ele fez a voz do Shrek, interpretou General Ed Fenech em Bastardos Inglórios, e foi um sucesso em Austin Powers em o Homem do Membro de Ouro. Mas em minha opinião o melhor filme de Mike Meyers foi “Quanto Mais Idiota Melhor” de 1992.
A carreira de Meyers começou de verdade quando entrou para o Saturday Night Live, onde fazia um sketch grotesco chamado Wayne’s World, que deu origem ao filme.
Dois amigos viciados em heavy metal, Wayne e Garth (Dana Carvey) com óculos fundo-de-garrafa, transmitem um talk-show chamado também Wayne’s World para televisão aberta local. Wayne ainda mora com a mãe no subúrbio de Chicago e o show é feito em seu porão. Logo são convidados pelo executivo de TV Ben Oliver (Rob Lowe) para apresentarem o show em sua rede no centro de Chicago, com o patrocínio de Noah Vandahoff, um dos grandes donos de negócios com videogame.
Agora em uma rede de TV de grande público, Wayne e Garth começam a crescer rapidamente e enquanto isso Wayne se apaixona por Cassandra Wong (Tia Carrere), vocalista de uma banda de metal.
Acontece que o bonito produtor Ben também está interessado em Cassandra e os garotos têm que lutar pelo seu show assim como para tirar Cassandra das mãos de Ben.
O filme é cheio de piadas bobas e piadas inteligentes, engraçadas à sua maneira, com um enredo pouco convincente, claro, mas permeado por referências da cultura pop e com a dupla muitas vezes falando diretamente para a câmera, num tom “estamos nos divertindo aqui”.
Mike Meyers ajudou escrever a trama despretensiosa, que ensinou jovens e velhos da época o que significava curtição.
Foi um filme de épocas melhores para as comédias.
Era mesmo idiota.
Era bom humor.

Trailer:

Imagem de Amostra do You Tube
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OSCAR do retrocesso

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Além de nenhuma surpresa, a festa do Oscar trouxe um sentimento de retrocesso.
Digo isso porque sinto bem lá no fundo que premiar a volta ao passado é um retrocesso.
O próprio filme “O Artista” mostrou que o mundo segue para a modernidade por mais que se tente ser contra, por mais que se queira resistir. Afinal, o filme é sobre isso. Um homem que perde tudo porque apesar do sucesso no cinema mudo, foi jogado de lado quando surgiu o cinema falado.

Pode ser uma crítica em si. Ou não. Pode ser apenas um filme fabricado para ganhar o Oscar com a ideia de inovar com algo que ninguém está fazendo. Contudo, não fez nada novo. Retrocedeu.
Imagina-se que já que o filme é preto e branco e mudo, teríamos uma história realmente sensacional. Mas não. Tem um enredo mediano, diverte um pouco e só.

E assim, “O Artista” levou as estatuetas de Melhor Filme e Melhor Ator, por ser um filme sobre cinema, amaciando o ego da Academia. Também ganhou o prêmio de Melhor Diretor (Michel Hazanavicius), Melhor Trilha Sonora e Melhor Figurino.

“A Invenção de Hugo Cabret” levou os prêmios de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais. Outro filme cuja trama desemboca no cinema em si, mas cujos prêmios considero merecidos.

Meryl Streep levou o Oscar de Melhor Atriz pela terceira vez por sua interpretação de Margaret Thatcher em “A Dama de Ferro”. Há quem tenha considerado o filme de mau gosto, uma vez que a dama ainda está viva e muita ênfase foi dada à sua doença. De qualquer forma, Meryl fez o que sabe: escolher papéis certos e atuar de acordo. O filme ainda ganhou o Oscar de melhor maquiagem pelo belíssimo trabalho feito em transformar Meryl em Margaret.

Uma estatueta merecidíssima foi a de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer em “Histórias Cruzadas”, um filme muito mais interessante e emocionante do que ‘”O Artista” e Octavia trabalhou realmente bem.

Antes tarde do que nunca, a Academia entregou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante para Christopher Plummer pela atuação no filme “Toda Forma de amor”.

Alívio total por “Os Descendentes” ter levado somente o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado, de George Clooney, um filme de sessão da tarde.

Woody Allen não compareceu para buscar sua estatueta de Melhor Roteiro Original por “Meia-noite em Paris” e já não é a primeira vez. Enquanto isso Carlinhos Brown voltou para casa de mãos vazias, fazendo pose de bom perdedor. Por mais patriotas que possamos ser, como concorrer com “Os Muppets”, que claro, ganhou o prêmio de Melhor Canção Original.

Sinceramente, este ano não vi nada de sensacional nesta premiação, os filmes estão muito aquém de produções ganhadoras do passado e ninguém fez nada extraordinário.
Há filmes indicados em algumas categorias que foram realmente bons, mas nada além de bons.
Dentre eles, destaco Cavalo de Guerra de Spielberg, que apesar de seis nomeações, não levou nada, e Histórias Cruzadas, sobre as mulheres negras que criavam os filhos dos brancos na época do movimento pelos direitos civis. Ambos contextualizaram a época em que as tramas são ambientadas muito bem.

Billy Crystal abriu, conduziu e encerrou a noite com muita animação e criatividade, inclusive disparando farpadas em todos envolvidos com o Oscar, como fez com Martin Scorsese, ao pedir em sua música de abertura que ele voltasse a fazer os filmes que costumava, já que Hugo foi qualquer coisa menos Scorsese.
Para quem ficou acordado, a cerimônia foi como sempre glamorosa, bonita e divertida, apesar de nada surpreender quanto aos prêmios. Resta-nos esperar que a indústria nos encante um pouco mais em 2013.

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Ghostbusters – Os Caça-fantasmas

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Há 28 anos Ghostbusters (Os Caça-Fantasmas) foi produzido por Ivan Reitman e os que eram crianças na época, enlouqueceram com os efeitos especiais e aquele monte de geleia de diferentes cores, os gadgets engraçados e a caça aos fantasmas. Assim como os adultos da época, as crianças que cresceram, hoje podem curtir também os diálogos engraçados e humor bizarro.
Bill Murray, que estava no topo, interpretava Peter Venkman, Doutor em Psicologia e Parapsicologia, envolvido com pesquisa até formar Os Caça-Fantasmas com seus colegas Dr. Ray Stantz (Dan Aykroyd) e Dr. Egon Spengler (Harold Ramis), também cientistas.
Dr. Ray hipoteca sua casa para que possam começar o negócio e alugam um antigo quartel do corpo de bombeiros como base. A princípio estão quebrados, mas a fama logo chega e ficam conhecidos por Nova York, quando contratam Winston (Ernie Hudson), o quarto caça-fantasmas.
A mocinha da história, possuída por um dos fantasmas do passado é Dana (Sigourney Weaver), que sofre as constantes cantadas baratas de Dr. Peter.
A princípio, o papel de Dr. Peter foi criado por Aykroyd para seu amigo John Belushi, que faleceu em 1982 e Bill Murray foi convidado com seu humor ácido e improvisação.
Definitivamente um dos melhores filmes de comédia dos anos 80, transformado mais tarde em desenho animado e games.
Além do ótimo trabalho do elenco, os efeitos especiais e os detalhes de produção contribuíram muito para que se tornasse um clássico, assim como ótima produção e o excelente script escrito por dois dos atores do filme, Aykroyd e Ramis com muita originalidade. Os quatro caça-fantasmas são bem diferentes. Dr. Peter era o convencido sedutor, um espertinho. Dr. Ray era mais tímido e atrapalhado e Dr. Egon o mais geek de todos. Winston era o cara legal e bem-humorado.
Todos se lembram de Rick Moranis, aquele de “Querida encolhi as crianças”, cujo papel em Ghostbusters só poderia ser dele, o vizinho estranho de Dana, que acaba possuído pelo fantasma “Guardião”.
No começo do filme, quando ocorre uma das primeiras aparições fantasmagóricas no apartamento de Dana, vemos um pacote sobre o balcão com o logo do Stay Puft Marshmallow Man, que no final apocalíptico, aparece em forma gigante, possuído pelo fantasma demoníaco Gozer.
Esse homem de marshmallow virou mania assim como todos os itens do filme, desde o carro desengonçado dos caça-fantasmas até as camisetas com o famoso logo.
Apesar de antigo, continua sendo divertido e estão dizendo por aí que o terceiro filme vai ser lançado logo, com Bill Murray e Sigourney Weaver. O único problema é que os efeitos não serão bizarros como antigamente, perdendo já de cara uma parte da diversão.

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Blade Runner – Um filme atemporal

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Los Angeles no futuro de 2019. Luzes de neon. Decadência. Umidade.
Rick Deckard, interpretado por Harrison Ford, é um Blade Runner, um policial especializado em caçar replicantes, que são humanos artificiais, quase indistinguíveis dos reais, contudo possuem memória implantada e vivem apenas quatro anos, característica colocada como forma de controlá-los. Fabricados pela poderosa Corporação Tyrell e tratados como escravos pela sua capacidade física, foram banidos para colônias extraterrestres e relegados a trabalhos como mineração ou prostituição.
Deckard está aposentado, mas aceita o trabalho de procurar quatro replicantes rebeldes soltos por Los Angeles: Pris (Daryl Hannah), Zhora (Joanna Cassidy), Leon Kowalski (Brion James), e seu líder Roy Batty (Rutger Hauer)
Enquanto investiga e “aposenta” os fugitivos, Deckard começa compreender que os desejos e emoções que motivaram o replicantes são muito parecidos com os seus próprios.
Liderados por Batty, os replicantes desejam mais vida e invadem a Corporação Tyrell para pedir ao seu criador que lhes conceda uma extensão, na esperança de driblar a morte e suas limitações. Em uma batalha com Batty, clímax do filme, Deckard percebe que seu próprio desejo de sobrevivência não é diferente daquele dos replicantes que aposentou.
Apesar do cenário futurista, do suspense investigativo e do estilo de filmes noir dos anos 40,que combinaram muito bem, o diretor Ridley Scott trouxe um filme atemporal, com uma complexidade temática questionando a natureza da memória, identidade, condição humana, existência e morte. A cena em que Rachael, uma replicante que não consegue acreditar que não é humana realiza um teste Voight-Kampff é uma das mais emocionantes e demonstra o questionamento do filme. Rachael é assistente de Tyrell e possui a memória de sua sobrinha, motivo pelo qual é difícil convencê-la de que é uma replicante.
Rachael é interpretada por Sean Young, atriz de beleza diferente, altamente cotada na época, antes de destruir sua carreira pela arrogância e difícil trato em sets de filmagens.
Além de ser um filme a ser apreciado com uma visão questionadora, não somente ‘assistido’, telespectadores podem estranhar um Harrison Ford fora daquilo que costumamos conhecer, sempre ativo e dinâmico, interpretando um personagem quase inanimado, e um desenrolar da trama um pouco lenta. Ambos os fatos são intencionais, demonstrando ao longo dos acontecimentos, que os humanos passaram a adquirir características androides e estes, por sua vez, adquiriram características humanas.
Feito anos antes dos efeitos digitais tornarem-se comuns, o espetáculo visual impressiona e continua influenciando a indústria de filmes e games. Na época do lançamento, Blade Runner foi muito criticado por falhas de lógica, final meloso e uma dublagem lamentável da voz de Harrison Ford. Mais tarde, com a versão do diretor, cenas foram recolocadas, o final alterado e a dublagem eliminada. Além disso, houve uma sugestão de que Deckard era também um replicante, o que acrescentou mais ironia e discussão sobre o filme.
Poucos filmes de ficção científica foram tão analisados e debatidos como Blade Runner. Através dos olhos de Deckard, o filme ilustra como memória, desejos e emoções formam o consciente, e como a necessidade de extrapolar nossos confinamentos espirituais e físicos nos define como humanos

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Filme: Cavalo de Guerra – Lindo, corajoso e fiel

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Baseado no conto infantil de Michael Morpurgo, Steven Spielberg dirige este filme que mistura a guerra com o apego de um menino pobre por um animal, temas já trabalhados exaustivamente por Hollywood e que ainda são a receita certa para sucesso.
O cavalo em questão, Joey, é um lindo puro sangue (ou quase), arrematado num leilão na Inglaterra rural, pelo fazendeiro Ted Narracott num rompante de teimosia, quando deveria ter escolhido um cavalo mais robusto para o trabalho na lavoura.
Prestes a perder a fazenda, o filho adolescente do fazendeiro, Abert (Jeremy Irvine), resolve treinar o cavalo para que possa aceitar ordens e arar o campo. Com isso, cavalo e menino formam uma amizade e uma ligação muito forte.
Apesar dos esforços, a plantação não vinga e Ted é obrigado a vender o cavalo para não perder a fazenda.
Para desgosto de Albert, Joey vai para a Primeira Guerra Mundial com o exército Inglês e o filme passa a mostrar diversos momentos em que o cavalo demonstra sua coragem e “inteligência”, assim como vidas que foram afetadas não só pela guerra como pela amizade do animal, sempre obstinado e corajoso.
A partir desse momento, ficamos esperando para descobrir se Joey sobrevive à guerra e se reencontra Albert.
Spielberg não economizou no pôr-do-sol à la “O vento levou” e cenas grandiosas como quando Joey finalmente consegue arar o campo de terreno rochoso quando todos tinham perdido as esperanças, e muitas outras no campo de batalha, obrigando inclusive que dois soldados de exércitos rivais dessem as mãos.
Essas cenas são alguns exemplos da sequência de momentos emotivos que Spielberg fez questão de colocar, num filme mais sobre lições de amizade, lealdade, respeito, persistência e moral do que sobre história.
No final das contas, é muita doçura. Tão doce que o público não consegue resistir.
Resta saber se leva a estatueta do Oscar este ano.

Teaser trailer legendado:

Imagem de Amostra do You Tube

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