Brunno Elias
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Super 8 “Uma aula de cinema”!
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Super 8: uma aula cinema
A mais atual investida de Spielberg é uma aula sobre como fazer um filme. A parceria com J. J. Abrams resulta em um filme cheio de suspense, mas recheado de inocência, já que os protagonistas são crianças qu es presenciam o fatídico acidente.
Uma câmera proposital
Super 8 é um daqueles filmes que você assiste percebendo que tudo tem um motivo. O plot começa com os protagonistas passando por um grave acidente de trem, com desencadeamento grandioso que lembra Cloverfield. Após o gancho, o filme se desenrola de forma humana e graciosa, mas cheio de suspense, lembrando muito o clássico E.T.
A fotografia é impecável, acompanhanda de excelente trilha sonora estimula as reações do público frente à telona. A trama está bem elaborada, não deixando pontas soltas, mas é preciso terminar de ver o filme e a cena após o final para compreender todas as ações tomadas durante o decorrer das quase duas horas.
Concluindo
Super 8 é um filme proposital. Essa é a melhor forma para descrever a obra. O significado desse filme será individual, pois a tensão gerada é especial, não lembrando nada em cartaz nesses últimos tempos.
Vale à pena.
Análise de: Capitão América O Primeiro Vingador
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Steve Rogers ainda não é o líder que se espera, mas trás a inocência do herói para iniciar Os Vingadores.
Finalmente a franquia Os Vingadores toma forma no cinema. Após o sucesso de Homem de Ferro, a incursão da nova versão de Hulk e a vinda do deus nórdico Thor, chega a vez do líder, Capitão América.
Um rapaz inocente
O filme começa pelo final, ordem parecida com a adotada por outro herói, Matt Murdock, conhecido como Demolidor. Passando para o período da Segunda Guerra Mundial existe a campanha de alistamento dos jovens americanos para lutar contra Hitler, e o jovem franzino Steve Rogers segue para sua quinta tentativa de alistamento.
Para os fãs do Capitão América, o filme não apresenta aquele líder dos quadrinhos, responsável por guiar os maiores heróis da terra. Ao contrário, mostra um jovem que acredita no bem maior, no altruísmo e em nunca desistir ou fugir. Essa ambientação torna crível o personagem, deixando em segundo plano as grandes capacidades físicas obtidas com o soro do supersoldado.

Colant azul e vermelho?
O filme demonstra um Capitão de verdade, tanto em suas ambições quantoem vestimenta. Ahistória tira sarro com o uniforme colorido e clássico do personagem, resultando em um traje que cabe na ambientação da guerra na década de 1940.
Assim como o personagem é bem transposto para a telona, o antagonista segue o padrão. Se tornando maior e mais perigoso que o próprio Hitler, o Caveira Vermelha quer impor sua vontade a todo o globo, começando pelos Estados Unidos. E para impedir tamanho perigo, Steve Rogers conta com seus clássicos companheiros, como Bucky Barnes e Dum Dum Dugan.
Diferente dos quadrinhos, o Capitão América não realiza tantos feitos de alta performance física, como acrobacias ou lutas extremamente elaboradas. Na verdade, o Capitão parece ter sido mais humanizado, buscando um ponto de equilíbrio entre seus companheiros na equipe de Os Vingadores.

Hitler em 3D e falando português
A versão utilizando a tecnologia permite imersão na história. Não aguarde o escudo sendo jogado em sua frente (apesar disso acontecer), mas sim muita perspectiva com grades de celas, veículos e ambientes hostis. Apesar de não ter sido tão alardeado no Brasil, a versão 3D vale o ingresso.
Também está de parabéns a versão dublada. Vozes bem sincronizadas com um ótimo nível de volume comparado aos sons de fundo. Os dubladores habituais dos atores foram mantidos, permitindo mais envolvimento com os personagens.
E a avaliação final
Capitão América: O Primeiro Vingador é um ótimo filme de ação. Como componente de um filme maior, cumpre seu papel. Colocado ao lado de Thor, Tony Stark, Gavião Arqueiro, Viúva Negra e Hulk, é possível ver as coisas funcionando.
Na tela não está aquele personagem forte, confiável e líder. Características que devem surgirem Os Vingadores para justificar sua presença na equipe. Mesmo assim, Capitão América é o herói que faltava nessa safra 2011 de filmes extraordinários.
Por: @brunnoelias não mora nos EUA, mas confia no Capitão América!
Análise: Transformers: O Lado Oculto da Lua
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Optimus Prime se perde em meio a explosões e brigas, resultando no filme mais fraco da franquia.
O terceiro filme que adapta para os cinemas a linha de brinquedo da Hasbro e as séries animadas aparece na era 3D prometendo muito, mas boa parte da emoção se perde no percorrer das 2h37min de filme.
O plot
Sam Witwicky retorna como contato elo entre os Autobots e a raça humana, mas vive uma crise existencial por ter salvo o mundo duas vezes e não poder divulgar isso, além de não conseguir um emprego. Ao seu lado, a estréia de uma nova namorada, Carly, que ganha da anterior em relevância.
A equipe de Optimus Prime agora trabalha com o governo americano em missões pelo mundo, e acaba descobrindo que os humanos guardavam informações importantes sobre Cybertron e não compartilharam com os robôs. Como pano de fundo existe um plano ambicioso de Megatron para invadir o planeta Terra e conquistar a população, transformando todos em escravos para reconstruir seu planeta nativo.
O bom e o ruim
Michael Bay apresentou no primeiro filme a humanização dos robôs refugiados na Terra; no segundo filme trouxe aquilo que precisávamos: muita porrada em larga escala de Autobots contra Decepticons; agora no terceiro repete-se o segundo filme, mas em escala universal.
O Lado Oculto da Lua apresenta combates incríveis, cenas de ação de tirar o fôlego do espectador, com o protagonista Sam passando por muitas situações perigosas e vergonhosas. As atuações estão boas, sendo possível generalizar para todos os atores e atrizes. Os efeitos especiais são bem feitos, característicos do diretor Michael Bay, com cenas rápidas que não permitem uma compreensão completa do que está acontecendo na tela.
O filme realmente se perde é no quesito roteiro. Tudo que acontece leva a uma cena de ação, muitas vezes sem propósito. Mesmo sem prestar atenção nesse ponto, será evidente a falta de continuidade entre cenas. Algumas situações que acontecem aparecem de surpresa, sem justificativa, como quando Bubblebee acaba rendido ou o pilar importante de um prédio é destruído.
Uma forma de encarar a franquia Transformers é pensar somente em um filme de ação, e possivelmente para vender brinquedos, já que muitas sessões do filme contam com a maioria dos lugares ocupados pelos pequenos. Mas mesmo assim um roteiro conciso faz falta.
O 3D
Irrelevante, uma palavra para definir a tecnologia aplicada no filme. Não faz diferença importante. Normalmente o 3D é aplicado para duas situações: profundidade e sensação de “coisas saltando da tela”. As duas não acontecem no filme.
O Transformers brasileiro
Por se tratar de um filme com foco também em crianças e em 3D, a cópia dublada é uma opção. O trabalho de dublagem foi bem feito, com falas sincronizadas, em bom nível de volume e que reforçou a individualidade dos personagens. O ponto criticável é a adaptação das falas para o português, ficando com cara de “mano” do gueto, faltando o hip-hop de fundo. Pode agradar a alguns espectadores, afinal é algo que aparece desde o segundo filme. No geral, a versão nacional vale à pena.
Vale o ingresso?
Transformers: O Lado Oculto da Lua é um filme de ação de escala gigantesca e descerebrado. Como um filme pipoca, vale à pena. Passar mais de duas horas olhando a tela não é cansativo com esse filme, mas as falhas no roteiro incomodam o espectador mais atencioso.
Pessoalmente, recomendo a experiência, mas espero que Michael Bay encerre a franquia com esse filme ou mude totalmente o arco de história para uma sequência.
Por: @brunnoelias nunca viu tantas crianças gostarem de um filme tão longo, teve até aplausos no final!
X-Men: Primeira Classe, a melhor adaptação de quadrinhos
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Pegue um vilão megalomaníaco, um grupo de heróis destemidos e uma pitada de relacionamentos. X-Men acerta em cheio!
O que apareceu como uma bomba durante a produção mostrou-se uma excelente adaptação de quadrinhos. X-Men: Primeira Classe desrespeita a cronologia dos X-Men, mas usa os ingredientes necessários para prender o espectador ao longo de todo o filme.

Olá, eu sou Charles Xavier
A cena inicial é a mesma de X-Men, de Bryan Singer, situando os fãs na infância de Erik Lehnsherr, o futuro Magneto. É demonstrado como o mutante foi lapidado nos campos de concentração de Auschwitz, paralelamente ao crescimento de Charles Xavier e sua graduação como Professor, quando é procurado por Moira MacTaggert para auxiliar o governo dos Estados Unidos.
A relação de Charles e Erik é cunhada tendo como ponto em comum a necessidade de lutar contra o vilão Sebastian Shaw, líder do Clube do Inferno (Hellfire), que pretende incitar a 3ª Guerra Mundial e ocupar o cargo de líder. O filme organiza de modo paralelo e muito rápido as maquinações de Shaw, a organização de Charles, Erik e Moira para conter o vilão e o surgimento dos primeiros mutantes e heróis.
A primeira turma
Os primeiros discípulos de Charles, ainda homens do governo (G-Men) são adolescentes dotados de poderes mutantes, mas com pouco controle sobre eles. O filme de 2 horas e 12 minutos ocupa metade do tempo para situar o início da Escola Xavier para Jovens Super-Dotados; a outra metade, repleta de ação, cobre o treinamento e a luta contra Shaw.
Por se tratar de um filme de época, cobrindo a década de 1960, é possível notar que muito do cenário histórico foi respeitado, mas não houve distanciamento das influências atuais, permitindo que a história seja aproveitada como um bom filme de ação e uma boa adaptação de quadrinhos.
Talvez a melhor ótica para análise seja dividir o público entre x-fãs e pessoas normais.

Por que alguém que não sabe o que é X-Men vem ao cinema?
Para os fãs dos X-Men, o filme é repleto de pequenos presentes, tudo muito escondido e sem ênfase, mas para aproveitar é preciso conhecer a história de Xavier, Erik e pelo menos a saga do Clube do Inferno. A cronologia dos quadrinhos não foi respeitada, bem como houve deslizes ao se levar em conta o filme de Bryan Singer. Existe um easter-egg específico (SNIKT!) que vai arrancar gritos de surpresa entre os fãs…
Para o público geral (e maior) o filme pode apresentar a primeira metade como lenta, com pouca ação e muito detalhamento da primeira formação da equipe. Mesmo assim, dificilmente alguém poderá classificar X-Men: Primeira Classe como ruim.
A versão nacional
O filme chegou com cópias legendadas e dubladas (é incrível como tantas crianças querem ver esse filme). A versão brasileira apresentou boa sincronização das falas, vozes que combinaram com todos os personagens e não ficaram inaudíveis nas cenas com mais ação e explosões. Seja com legendas ou no idioma nacional, será uma boa escolha.
Os atores e (pernas das) atrizes
A seleção de elenco para o filme, apesar de não parecer combinar fora da tela, ficou boa. Todos apresentam excelentes performances, apesar de alguns personagens não terem nenhuma linha de fala. O elenco como um todo funcionou, não sendo preciso dizer mais nada.
O destaque mesmo vai para as atrizes, com pernas longas e saias curtíssimas. E isso me faz questionar se era o modelo da época…
X-Men: Primeira Classe é um prato cheio para o fã que se desliga da cronologia oficial dos quadrinhos. Se não é fã, será um excelente filme de ação. Uma coisa a ser discutida é o final apresentado, que pode não ter sido o melhor para uma provável série de filmes, mas a transformação dos G-Men em X-Men vale à pena ser conferida!
@brunnoelias já sabia que o Xavier era um safadão.
Posso sobreviver jogando sem mídia física?
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De forma pessoal, fiz a experiência, passei pelos estágios de abstinência e hoje posso viver sem mídia física. E você?
Todas as plataformas de jogos da geração atual são baseadas em mídias físicas. CD, DVD e blu-ray são as mais comuns e acessíveis para o mercado nacional. Sou uma gamer acostumado a colecionar. Hoje tenho DVDs, blu-rays de filmes e jogos e action figures, e a idéia de não ter a “caixinha” do jogo incomodava. Mas no início de 2011 estava sem jogos novos e a abstinência começou a aparecer. Ao invés de sofrer, pensei em fazer uma experiência: será que consigo viver um mês sem adquirir ou jogar algo em mídia física? Bom… estou vivo.
As opções on-line
Aceitando que os jogos em sites como Orkut e Facebook não são jogos de verdade, vamos conversar sobre os três principais: Steam, X-Box Live e PSN. Cabe salientar que as três plataformas de acesso têm a intenção de agregar a comunidade usuária do sistema, seja com ofertas, comunicação, vantagens, jogos grátis e pagos.

O Steam sustenta a demanda de jogos para PC. No próprio link você pode instalar o software que dará acesso à biblioteca riquíssima disponível. Ao acompanhar diariamente as atualizações, é possível obter bons jogos a preços baixos, e mesmo os preços normais não são tão assustadores. Já faz um bom tempo que não jogo nada no PC, mas os usuários de forma geral elogiam os serviços do sistema Steam.

A já brasileira X-Box Live é o serviço da Microsoft para o console quadrado. Sistema organizado, riqueza em demos, interface bonita e amigável. Talvez seja o sonho de quem não é usuário do sistema… segundo um frequentador da Taberna chamado Vivacqua . O serviço atualmente está “bonitinho” para arrebanhar os possíveis usuários do Kinect.

E por último a PSN, PlayStation Network para os íntimos, sistema da minha experiência. Prepare-se para menus confusos, poucos demos, jogos completos de PS3 para venda (sem a mídia física) e jogos feitos para venda pela própria PSN (Plant VS Zombies, Costume Quest, Sonic 4…). Ah, é onde também estão os preços mais salgados.
Baixando jogos pela PSN, como foi
Com pouco dinheiro, o jeito foi pesquisar muito pelo serviço do PS3, e já encontrei problemas. Menus são feitos de forma sobreposta, perdendo muitas informações sobre os jogos que deveriam estar em primeiro plano. Caso goste de um jogo, dificilmente o sistema permitirá degustação. Para vários jogos precisei recorrer aos fóruns e sites na internet, pois os demos são escassos. Alguns jogos até oferecem, como os já citados Plant VS Zombies e Costume Quest, dos quais gostei muito, mas os salgados US$ 15,00 por cada não permitiram a compra naquele momento.
Além dos jogos feitos atualmente para oferecimento pela PSN, a Sony foi esperta e portou os jogos antigos de PSone. Isso é divertido! Relembrar clássicos é sempre bom, mas a jogabilidade e gráficos não encaixam com os dias de hoje. Tendo isso em mente, é possível se divertir.
Com paciência, a PSN atende seus clientes, que devem se esforçar um pouco para obter informações sobre os jogos. É importante também ter alguns “dinheiros” para a diversão.
Depois do tratamento de choque
Com a experiência percebi que a ausência da mídia física já pode chegar. Na memória do console o jogo carrega mais rapidamente, não preciso trocar de disco para trocar de jogo e se escolho o jogo certo, é diversão garantida por 3, 6 ou doze horas. Jogos completos, como Mass Effect 2, podem ser comprados pela PSN, mas o tamanho do jogo pode inviabilizar a aquisição. Isso é algo que me incomoda agora, o HD do meu PS3 não é mais suficiente.
Depois do teste, adquiri o serviço da PSN Plus e comprei Dragon Age: Origins, e continuo pegando jogos na PSN.
Brunno Elias gosta de jogar Minis no PS3.






















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