Sobre o amor nos comics
Amigos e fieis clientes desta taberna. Na iminência de um Valentine’s Day lá na terra do tio Sam, e com base na explicação sobre o que ocorreu no reboot do Aranha (coisa que saiu esse mês aqui no Brasil, pela Panini), este colunista sentiu-se impelido a falar do mais abstrato e mais complicado sentimento humano: o amor.
Solidão, solidão…
Sim, meus caros. Sabemos todos nós que nossos heróis e heroínas vivem vidas tão conturbadas, cheias de ação, aventura e batalhas epopéicas, de modo que não tem oportunidade pra vivenciar o puro e simples amor. Uma máxima que torna a solidão vencedora, na maioria dos casos, é a de que o personagem não pode ter alguém em sua vida, ou essa pessoa correria muitos riscos, dada a vida do nosso herói. O resultado de uma vida a dois quando um dos lados costuma trajar colante e sair por aí pra salvar o mundo é, quase que invariavelmente, enterrar um ente querido, tempos depois, e fica ainda mais dolorido quando esse ente é justamente a parceria de sua vida, seu amor.
Aconteceu assim com o Homem-Aranha, e sua amada Gwen Stacy. Foi assim com o Batman, e a estonteante Silver St. Cloud (que não morreu, mas o relacionamento terminou brusca e dolorosamente); com Wolverine e a inesquecível Raposa Prateada e com diversos outros heróis. Pensando nos quesitos que levam alguém a sair pela noite causando terror no coração dos vilões, e nos fundamentos pelos quais esses caras evitam relacionamentos sérios, conclui-se que: ELES ESTÃO ABSOLUTAMENTE CERTOS!
Ou não.
Amores imperfeitos
Se o sentimento mais complicado na vida de todo ser humano é o amor, nos quadrinhos, as coisas não são diferentes. O mais divertido e curioso é ver como esse sentimento muda os personagens e desfaz os mitos que acabamos de falar. Deixando de lado um pouco o ponto de vista do herói, e pensando como a pessoa ao lado dele, fica ainda mais difícil aceitar a situação. Você permitiria que uma pessoa que você ama fosse, todas as noites, arriscar a vida, lutar contra criminosos insanos, apanhar mais que um condenado, sem ganhar nenhuma recompensa por isso? Difícil, não é?
Nesse ponto, aquele sentimento abstrato e confuso chamado amor faz com que tomemos decisões difíceis, e é por amor que a maioria das companheiras de nossos heróis suportam a difícil tarefa de rezar e aguardar que a pessoa que elas amam volte pra casa são e salvo. Acontecia com a Mary Jane, acontecia com a Lois (antes dos reboots), e com todas as outras namoradas ou esposas de super heróis. E só acontece porque essas corajosas e bravas companheiras aguentam, dia apos dia, noite apos noite, a provação de viverem eternamente preocupadas com aqueles que elas amam.
Pensando bem, esse tipo de sentimento, e as coisas que ele nos obriga a passar não são tão coisa de ficção assim. Você, leitor, pare e analise o mundo à sua volta. Pense em todas as esposas e esposos dos justos e honestos policiais (que não recebem, nem de longe, o suficiente pelo trabalho que fazem) e os valorosos e incansáveis bombeiros, que arriscam suas vidas para salvar aqueles que precisam de ajuda.
Sentimentozinho complicado esse tal amor…


























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Nesse momento estou pegando Crise de Identidade pra ler de novo, como lincença…..