Baseado no conto infantil de Michael Morpurgo, Steven Spielberg dirige este filme que mistura a guerra com o apego de um menino pobre por um animal, temas já trabalhados exaustivamente por Hollywood e que ainda são a receita certa para sucesso.
O cavalo em questão, Joey, é um lindo puro sangue (ou quase), arrematado num leilão na Inglaterra rural, pelo fazendeiro Ted Narracott num rompante de teimosia, quando deveria ter escolhido um cavalo mais robusto para o trabalho na lavoura.
Prestes a perder a fazenda, o filho adolescente do fazendeiro, Abert (Jeremy Irvine), resolve treinar o cavalo para que possa aceitar ordens e arar o campo. Com isso, cavalo e menino formam uma amizade e uma ligação muito forte.
Apesar dos esforços, a plantação não vinga e Ted é obrigado a vender o cavalo para não perder a fazenda.
Para desgosto de Albert, Joey vai para a Primeira Guerra Mundial com o exército Inglês e o filme passa a mostrar diversos momentos em que o cavalo demonstra sua coragem e “inteligência”, assim como vidas que foram afetadas não só pela guerra como pela amizade do animal, sempre obstinado e corajoso.
A partir desse momento, ficamos esperando para descobrir se Joey sobrevive à guerra e se reencontra Albert.
Spielberg não economizou no pôr-do-sol à la “O vento levou” e cenas grandiosas como quando Joey finalmente consegue arar o campo de terreno rochoso quando todos tinham perdido as esperanças, e muitas outras no campo de batalha, obrigando inclusive que dois soldados de exércitos rivais dessem as mãos.
Essas cenas são alguns exemplos da sequência de momentos emotivos que Spielberg fez questão de colocar, num filme mais sobre lições de amizade, lealdade, respeito, persistência e moral do que sobre história.
No final das contas, é muita doçura. Tão doce que o público não consegue resistir.
Resta saber se leva a estatueta do Oscar este ano.

Teaser trailer legendado:

Imagem de Amostra do You Tube